Na Antiga Aliança eram oferecidos a Deus sacrifícios de animais como expiação dos pecados, através do qual Deus perdoava os pecados e mantinha a comunhão com o seu povo. Com a inauguração da Nova Aliança (ver Hb. 8.13), muitos pensam que o sacrifício acabou, mas na realidade o que acabou foi o sacrifício de animais, pois Jesus nosso Cordeiro Pascal foi imolado (ver 1 Co 5.7b), tendo obtido eterna redenção (ver Hb 9.12).
Com esse ato Deus estabeleceu Cristo como sacrifício eterno, porém, estabeleceu o corpo do cristão como sacrifício vivo, santo e agradável a Ele. Então caro leitor, o cristão tem um sacrifício para apresentar a Deus – o corpo, muitos dizem que as provações e sofrimentos são o sacrifício daquele que serve a Jesus, mas na realidade isso faz parte do caminhar com Cristo (ver Mt. 16.24), mas existe sim um sacrifício no Novo Testamento, o nosso corpo para entendermos melhor iremos analisar a seguinte passagem Bíblica:
Romanos 12.1 (ARA)
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
Nessa passagem o Apóstolo Paulo estava ensinando sobre a necessidade de apresentar o corpo por sacrifício vivo, ora vivo porque Deus é Deus dos vivo, não dos mortos (ver Mt. 22.32), como apresentamos o corpo como sacrifício santo? Quando crucificamos as obras da carne, deixa-me explicar: a Bíblia diz que o pecado habita no corpo, porém está morto, mas habita no corpo (ver Rm. 8.10). O sacrifício do corpo nada mais é do manter autoridade sobre as obras da carne que habita no corpo – isso é andar em espírito (ver Gl. 5.16), pois o corpo teima em fazer coisas erradas que desagradam a Deus (ver Rm 7.17). O próprio Apóstolo Paulo ensinou que tinha a necessidade de crucificar as obras da carne quando escreveu:
1 Coríntios 9.27
Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.
No original reduzir à escravidão é exercer autoridade, ou seja, crucificar as obras da carne, então Paulo estava dizendo eu exerço autoridade sobre meu corpo, para que, tendo pregado aos outros, não venha ficar desqualificado (ser reprovado). Paulo cuidava para que a mensagem do Evangelho não fosse impedida por causa de suas ações, por isso ele exercia autoridade sobre seu corpo, para que aqueles que ouvissem a Palavra de Deus acolhessem em seus corações. Ora, se o Apóstolo Paulo precisava fazer alguma coisa com o seu corpo – exercer autoridade – quanto mais nós, devemos exercer autoridade sobre o nosso corpo.
As mensagens que eu escrevo procuro não levar para o lado crítico, mas ensinar a Palavra de Deus sem mistura, pois o poder está na Palavra Dele, não está nas críticas, políticas literárias, etc. Mas quero fazer uma observação, hoje alguns pregam a Palavra de Deus sem apresentar um testemunho de cristão e quando alguém escuta as mensagens dizem: Eu não vou receber essa mensagem, não pode ser de Deus, pois esse pregador faz isso, faz aquilo outro… Porque isso acontece? Porque o pregador não crucifica as obras da carne, que é o primeiro requisito para ser um pregador, mas isso não é somente para os pregadores, e sim para todos os cristãos, pois deve apresentar o corpo como sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus que é o culto racional. Racional no original quer dizer também espiritual, então o nosso corpo apresentado a Deus faz parte do culto espiritual, muitos dizem vou apresentar a Deus um culto racional, com os pensamentos, mais não é isso que a Bíblia quer dizer, ela quer dizer que o sacrifício do corpo – obras da carne crucificada – é o verdadeiro culto espiritual.
Concluindo, há a necessidade de exercer autoridade sobre os olhos, pois as concupiscências dos olhos se manifestam através do olhar, não se deve olhar para tudo que “agrada os olhos”, pois muitas coisas que agradam os olhos desagradam a Deus, muitos olham para o sexo oposto e – ops! – se você faz isso, não está apresentando um culto perfeito a Deus, lembre-se a lâmpada do corpo são os olhos, se os olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso (ver Mt. 6.22 ARA). Outra necessidade é controlar o que sai da boca (as palavras), pois Jesus disse que o que contamina o homem não é o que entra pela boca e sim o que sai dela (ver Mt. 15.11), muitos perdem tempo fofocando, falando da vida alheia, outros falam uma “mentirinha”, mas observe o que a Bíblia diz:
Colossenses 4.6
A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.
Efésios 4.29
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.
Provérbios 10.19
No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.
Lembrem-se nós vivemos a lei da semeadura e colheita (ver Gn. 8.22; Gl. 6.7), tudo que plantamos, ceifaremos, se plantarmos no espírito colheremos vida eterna, se, porém, plantarmos na carne colheremos corrupção (ver Gl. 6.8), então plantemos no espírito e não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.
Caro leitor, apresente o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável que é o seu culto racional, peça ajuda ao Espírito de Deus, Ele te ajudará.
Toda Glória ao Senhor Jesus!!!
José Renato de Lima
Ministro do Evangelho tem viajado por muitos lugares para pregar e ensinar a Palavra de Deus. Obreiro da Assembléia de Deus Missões. Formado Bacharel em Teologia-MEC. Professor de Curso Bíblico e Escola Dominical. Colunista de Jornal. Tem procurado enfatizar a necessidade da Palavra de Deus e centralizando a glória de seu Ministério ao Senhor Jesus. Convites através do telefone (041) 9234-5993.






















